14 de dez de 2009

AGORA É PRA VALER

Bem depois de muita briga com a net minha internet voltou a funcionar hoje a tarde.

Estamos no final do ano as aulas já terminaram os vestibulares também estão terminando, então não é mais hora de falar em escolha da profissão, só voltarei a falar nisso no próximo ano.
O Texto abaixo foi publicado no Jornal Folha de são Paulo em 24/08/2008, leia inteiro no final faço uma proposta.
Conto com a colaboração de vocês.


Faculdades dão "supletivo" para calouros
Instituições privadas tentam compensar deficiências dos estudantes oferecendo aulas básicas de português e matemática"Eu via "braço" com s, "convicção" com x, "muito" com m no meio. Respostas não tinham pé nem cabeça", diz professor universitário RICARDO WESTINDA REPORTAGEM LOCAL Em matemática, os estudantes aprendem a fazer contas básicas com frações, porcentagens, proporções e regras de três. Em língua portuguesa, as lições são sobre os acentos, sobre o plural e a grafia correta das palavras.
Temas tão elementares como os listados acima, antes restritos à programação dos colégios, agora aparecem na grade curricular de faculdades e universidades particulares do país.As instituições decidiram oferecer aulas de reforço depois de perceber que um número considerável de seus alunos sofre para acompanhar cursos de direito, letras, administração, engenharia. Mesmo tendo passado no vestibular e alcançado a educação superior, muitos deles estão despreparados. Às vezes, nem sequer dominam o bê-á-bá."
Os alunos são cada vez mais limitados. Não conseguem seguir o curso, vão ficando para trás. Precisamos ajudá-los de alguma forma. Como um aluno de engenharia vai ser aprovado em cálculo se não sabe o básico do básico da matemática?", argumenta o professor Antonio Sylvio Vieira de Oliveira, que coordena as aulas de reforço de matemática da UnG (Universidade Guarulhos).
Na Grande São Paulo, também têm reforço os estudantes da Uniban (Universidade Bandeirante), da Uni Sant'Anna (Centro Universitário Sant'Anna) e da faculdade Alfacastelo. No Rio, a tendência é seguida por instituições como a UniverCidade (Centro Universitário da Cidade).
Os universitários com as maiores deficiências vieram das escolas públicas. A qualidade da rede de educação do governo é muito inferior à dos colégios particulares, como mostram as avaliações feitas regularmente pelo próprio Ministério da Educação.
Soma-se a isso o fato de parte das escolas públicas adotar a chamada progressão continuada.
Por esse sistema, adotado pelas escolas do Estado e do município de São Paulo, as crianças e os adolescentes são aprovados automaticamente no fim do ano, mesmo que não tenham aprendido os conteúdos ensinados ao longo do ano.
Sem pé nem cabeça
Os professores universitários não ficam assustados com o nível dos calouros? "Eu não diria assustado, porque já estou acostumado com isso", responde o professor Yutaka Torritani, que dá aulas de matemática financeira no curso de administração de empresas da faculdade Alfacastelo, em Barueri (Grande São Paulo). "Mas fico pensativo, imaginando como está o sistema educacional lá atrás. Como pode uma pessoa chegar à universidade e não saber certas “coisas?”
O professor da área de educação José Luís Simões, que hoje coordena os cursos de licenciatura da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), diz que não sente saudades dos três anos em que trabalhou em faculdades particulares de São Paulo. O sofrimento maior, de acordo com ele, era corrigir as provas escritas."
Eu via "braço" escrito com s, "convicção" com x, "muito" com m no meio. Os caras emendavam "em frente" numa palavra só. De 20% a 30% das respostas não tinham pé nem cabeça. O aluno não sabe pôr uma idéia no papel. Eu começava a ler e pensava: "Meu Deus, o que eu vou fazer com ele?'", exemplifica Simões. "Claro que aqui, numa universidade federal, você também encontra coisas bizarras, mas é um percentual reduzido, porque o vestibular é mais rigoroso."
Revisão
Também precisam recorrer às aulas de reforço os estudantes mais velhos. São pessoas que decidiram cursar uma faculdade anos depois de terem terminado o ensino médio. É inevitável que os conteúdos escolares, mesmo os elementares, sejam apagados da memória com o tempo.
De acordo com dados do Ministério da Educação, 44% dos novos universitários têm mais de 25 anos de idade.
As aulas de reforço de português e matemática são, de maneira geral, gratuitas e oferecidas fora do horário das aulas regulares. Às vezes o aluno vai ao reforço por decisão própria, às vezes a pedido do professor, que não gosta de perder tempo de aula fazendo revisão de temas primários.
Em certos casos, como no curso de letras da Universidade Guarulhos, o reforço é obrigatório e vale nota no boletim. Para os estudantes dos demais cursos da instituição, as aulas extras são opcionais.
"Centramos no curso de letras porque é de lá que saem os futuros professores das nossas crianças", explica Mayra Elza Leffi, diretora do curso de letras da UnG. "Entende a gravidade? Não podemos continuar tendo professor com problema de ortografia."

Folha de São Paulo 24/08/2008
PROPOSTA PARA DISCUSSÃO:

Na sua opinião quem é culpado pela má qualidade do ensino?

O aluno também tem culpa pela má qualidade da educação?

E os pais?

Na sua opinião o que é preciso para melhorar a qualidade da educação?

14 comentários:

Minerva disse...

a educação tem que começar de casa...

Adoro seu blog

K∂riиє* Smith. disse...

Eu acho o sistema de educacao do Brasil "Um Pai" , depois de fazer faculdade na Europa, aonde as turmas sao de mais de 150 pessoas, nao existe chamada, Prova e no final do ano o estudante TEM QUE APRESENTAR UM TRABALHO MARAVILHOSO OU UMA UNICA PROVA aonde se for reprovado em uma unica disciplina tem que repetir o periodo inteiro sem direito a recuperacao voce aprende que no Brasil tudo e' muito mole.
Os estudantes sao culpados na maioria dos casos.
Quando um professor falta 75% da classe fica feliz !, e' ou nao e'?

Antônio Marlos disse...

A educação tem que sempre ser resolvida atravéz de investimentos governamentais que visam melhorar a qualidade das escolas públicas. É sempre melhor você melhorar a escola daqueles que menos tem, para aumentá-los de classe social...
A educação não é eficiente para os mais pobres e isso tende a melhorar com o passar dos tempos no Brasil com os investimentos.

:D

Marcelo A. disse...

Nossa! É tudo tão complexo... São uma série de fatores que já estão arraigados no nosso sistema educacional e na nossa sociedade...

Vinicius disse...

muito bom!!!

http://bobzito.blogspot.com
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Gabriel Pozzi disse...

Estudei em uma escola pública no ensino fundamental e no ensino médio estudei em ensino privado, numa escola técnica. É impressionante a diferença de qualidade entre elas. Poderia culpar o governo pela má qualidade, já que teoricamente uma escola estadual é de responsabilidade do mesmo, e grande parte delas é um lixo. Mas posso afirmar que na escola que fiz o ensino médio, que exigia um vestibulinho para a entrada, o interesse dos alunos em aprender era MUITO maior, e isso ajudava muito com o ensino e o processo didático em si... Portanto fico entre os dois... O governo poderia proporcionar uma qualidade muito melhor e caso os alunos se interessassem mais pelo aprendizado, a qualidade de ensino também seria elevada.

http://songsweetsong.blogspot.com/

Daniel disse...

educaçao é tudo...

bem completo gostei do blog

Canto do Lufa disse...

Acho que o sistema.

O modo fútil com que as pessoas levam a vida. Acredito ser muito mais complexo do que um simples razão de limitação..

Está enraizado na antropologia social dos jovens. Hoje um jovem desperdiça seu tempo no orkut, facebook e outros. Gasta neuronios com o que vestir, onde viajar.

O problema é comportamental. É preciso recomeçar. Não sei como, talvez uma forma seja mergulhando no universo jovem e colocar o conteúdo de forma mais atraente. Também é uma falha das instituições não saber ganhar a atenção dos alunos

Deni Maciel disse...

sem pé e sem cabeça a anos
paOkspKSapoS
e q bom q voltou.
..
passei aqui tbm pra agradecer suas passages lá pelo bokitta de lo kabizze [italiano é chik] em frances é mais ainda...bouquétê di Kabidêu [é q vc num viow minha pronuncia ainda]
mas enfim...desejar um lindo fim d ano e q 2010 seja bm melhor pra todos nós.
um grande abraço
ótimo fds e feliz dia do enfeite d arvore de natal de forma cilindrica que quebra fácil.
Fui...até 2010 ....

Sr.luck disse...

Todo mundo tem culpa pela má qualidade do ensino...alunos,professores e pais...É preciso muita coisa para melhorar a qualidade de ensino!

Suzy disse...

Acho que são as verbas que as escolas recebem , muitas das vezes , os alunos não estão interessados nas explicações e nas matérias e outras vezes os professores que não se interessam . Já presenciei uma cena , que a professora chegava uma aula atrasada , aplicava a matéria e pegava o jornal e lia . É um absurdo tudo isso . Então na minha visão , na maioria das vezes são todas essas pessoas .
Gostei do seu blog ...
By http://codinomefilosofico.blogspot.com/

Cláudio Luiz Almeida disse...

Um estado deste não se atinge com um fator apenas, geralmente é a junção de vários deles. A baixa qualidado do ensino com a não valorização dos estudos por parte dos alunos são os principais motivos.

FORGET-ME-NOT, disse...

Em primeiro lugar, as escolas públicas não recebem a devida atenção, logo, os professores não se sentem motivados. Quanto os alunos, aí depende, pq há vários tipos de pessoas, famílias, e em kda uma delas, a educação ocupa um determinado nível de importância nas suas vidas. Há pais que não estão nem aí, outros que são presentes e participam da educação dos filhos, incentivando, acompanhando, etc. A partir daí, há aqueles alunos que não se interessam e há aqueles que se interessam. A questão, é que é o nosso direito, como cidadãos, de ter um ensino decente. E a escola precisa estar lá, independentemente do aluno querer ou não. Se os alunos já sentem falta de interesse assim, imagina com a escola defasando e não motivando-os a continuar?

.Txia. disse...

Já havia reparado nisso. Quando eu fiz vestibular, percebi que sabia a matéria do ensino médio, mas apanhava nas coisas do primário.
O problema é que empregam pessoas formadas em letras para ensinar matematica, ciencias, geografia para crianças nas escolas. E nao há aulas básicas como caligrafia. Pelo menos para mim só teve na segunda série.